NON STANDARD RESPONSE / RESPOSTA NÃO CONVENCIONAL

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NON STANDARD RESPONSE / RESPOSTA NÃO CONVENCIONAL

Hop!

Moçada, chegou a hora de tratarmos de mais um tema um tanto quanto…delicado. Nosso objetivo, neste post, é o de dialogarmos sobre a forma como o jogador deverá selecionar o “modo de disparo” durante os jogos e, além disso, qual técnica optar e seus porquês. Vamos lá!

MODOS DE DISPARO DISPONÍVEIS NAS ARMAS DE AIRSOFT:

Temos, basicamente, nos equipamentos para a prática do AS, duas opções a serem escolhidas, que são:

*Modo Full Auto ou Automático: Neste modo, tão logo o jogador pressione a tecla do gatilho (e deixe-a pressionada!), a arma irá disparar – ininterruptamente- toda a munição presente no carregador acoplado à mesma, cessando apenas no momento em que o jogador retire seu dedo da tecla do gatilho ou encerramento da carga da bateria.

Atenção: Note que nesta opção, caso as munições presentes no carregador acabem e o jogador mantenha a tecla pressionada, o motor e gearbox do equipamento continuarão trabalhando, podendo sofrer algum dano. Além disso, como buscamos a simulação da realidade, não é de bom tom continuar “disparando em seco” (blefando) desejando apenas fazer barulho para ludibriar o adversário. Tão logo esteja certo que sua munição tenha terminado, realize a recarga (troca de carregador) mais adequada para o momento.

*Modo Semi Auto ou Semi Automático: Neste modo, tão logo o jogador pressione a tecla do gatilho (ainda que a deixe pressionada!), a arma realizará apenas um disparo. Ou seja, a proporção será de 1:1; uma pressionada, um disparo. Digamos que o jogador tenha 40 BB´s no carregador, será necessário pressionar a tecla do gatilho 40x para que possa disparar todas elas.

Atenção: Esta opção, ao nosso ver, é a melhor escolha para nossa prática, pois além de preservar o equipamento (reduzindo a necessidade de giros do motor/ engrenagens e batidas do pistão), torna o jogo muito mais tático (cadenciado) e seguro! Percebo que esta opção está cada vez mais difundida nos grupos sérios de praticantes brasileiros.Caso o jogador queria “automatizar” sua prática, que utilize uma arma de suporte (M249, M60, RPK, PKM, MG3, dentre outras)

Abaixo, algumas imagens de seletores das armas utilizadas para prática da nossa atividade desportiva.

 


Família M4 (e suas variantes)

 


Família MP5 (e suas variantes)

 


Família AK (e suas variantes)

 


Família SIG 550 / 551 e 552 (e suas variantes)

 

TÉCNICAS DE DISPARO A SEREM UTILIZADAS NO AS
(e o porquê de preconizarmos a “Resposta Não Convencional”)

Sabemos que no mundo real existem diversas técnicas disponíveis, mas que – por diversos motivos – não podem simplesmente serem transferidas (sem contextos e adaptações) para o mundo do Airsoft. Por isso, todos os comentários e considerações abaixo serão referentes às técnicas e sua aplicabilidade efetiva no nosso universo, o da arma de bolinha. 😀

-DOUBLE TAP: No mundo real, temos uma subdivisão desta técnica (Controlled Pairs e Hammer = Pares Controlados e Martelo) que não levaremos em conta, pois não se enquadram na nossa atividade. Consideraremos o D.T. de modo geral, como é mais conhecido “popularmente”.

Esta técnica consiste em o jogador pressionar duas vezes (da forma mais rápida possível, mantendo o controle do equipamento) a tecla do gatilho, realizando dois disparos tão rápidos que acertam o alvo praticamente no mesmo local.

 


Matt Graham

Deixando de lado sua aplicação no mundo real (somos um blog de AS), acredito que sua utilização na nossa atividade seja bem interessante, todavia, quando se treina somente o DT, condiciona-se o jogador a realização de APENAS dois disparos, e como sabemos que nem sempre quem recebe dois disparos se auto-proclama “morto / ferido”, tal técnica poderá gerar efeito rebote, que é o revide do adversário sem que o mesmo tenha indicado o acerto sobre sí.

No AS, ao contrário do PB, não existe a tinta demarcadora, motivo pelo qual a confiança e honra são fundamentais, mas nem sempre o jogador que não indica os disparos recebidos age de ma fé. Ele pode, simplesmente, ter achado que alguns galhos bateram em seu colete e pronto (ainda que este fato seja discutível). Por isso, utilizando e, sobretudo, condicionando APENAS a execução dessa técnica, temos o clássico caso do “feitiço contra o feiticeiro”, algo do tipo: “Por ter acreditado que os dois disparos acertaram o oponente, fiquei inerte e recebi uma enxurrada de tiros do mesmo, pois, no fundo, não acertei”.

Em resumo: Pode até incluir a técnica na sua agenda de treinamento, entretanto, esteja atento e cuide-se para não acreditar que ela sempre será a melhor escolha para todas as ocasiões.

MOZAMBIQUE DRILL: Reza a lenda que Mike Rousseau, um “mercenário” atuando na Guerra da Independência (em Moçambique), precisou neutralizar – utilizando sua pistola – uma ameaça iminente que vinha em sua direção, disparando um fuzil.

 

Mike Rousseau

Para neutralizá-la, realizou dois disparos no peito do agressor (double tap), com o “plus” de mais um disparo na cabeça. Tal necessidade, provavelmente, se deu devido a ineficácia do double tap naquela ocasião (ameaça consumiu drogas estimulantes, os disparos no garrafão não acertaram grandes vasos e/ou artérias, o calibre utilizado pelo Russeau era anêmico, utilização de veste balística por parte do agressor, dentre outros fatores possíveis).

Para o AS, acho esta técnica desnecessária, principalmente se levarmos em conta a questão da segurança, afinal, um tiro na região da cabeça pode acertar a testa, bochecha, orelha, queixo, nariz, lábios, sendo – por si só – totalmente contra producente para a prática e filosofia que abarcam o esporte. Óbvio que para mitigar os efeitos colaterais, a utilização de um EPI mais robusto é sempre recomendada, mas – se existe a possibilidade de evitarmos ou contornarmos possíveis problemas – que o façamos de forma inteligente.

Ademais, a própria execução (notadamente, relacionado ao terceiro disparo) é complicada; se com armamento real tal técnica deve ser difícil de se aplicar, quiçá se levarmos em conta a imprecisão dos equipamentos que disparam bolinhas de PVC.

Em resumo: No meu entendimento, descartaria a utilização desta técnica para a prática do AS. Talvez, para treinamento (por satisfação pessoal, conhecimento, curiosidade) seja válida e divertida, mas não para jogos.

 

Bob Vogel demonstrando a técnica.

-NON STANDARD RESPONSE: Em seu artigo, intitulado: “A RESPOSTA NÃO CONVENCIONAL”, “Tira Marcelo Quicksilver” (membro da segurança pública e praticante da nossa atividade) afirma, em determinado trecho, que:

“A “Resposta não convencional” consiste na realização de múltiplos disparos contra uma ameaça letal, visando sua incapacitação imediata ou o mais próximo disto. A quantidade de disparos é definida pela resposta ou reação apresentada pelo alvo, devendo os fogos serem cessados somente após o agressor não constituir mais uma ameaça letal.”

Você, caro leitor, consegue perceber quão relevante é esta técnica para a prática do AS? Podemos dizer – ainda que a grosso modo – que a quantidade de disparos será diretamente proporcional a capacidade de reação (em acusar-se) do adversário! Nem mais, nem menos!

O jogador adversário continuará a receber disparos até o momento em que grite: “MORTO” ou “MÉDICO!”, e isso pode se dar com 1, 2, 3 ou 20 disparos! Será ELE quem irá sinalizar quantos disparos são necessários para que ele fique se acuse. É o famoso caso: “Recebeu o que mereceu”.

 


Perceba que se tivéssemos optado pelo modo rajada (full auto – automático) haveria um delay natural entre ouvir a informação (“MORTOOOO”!) e a retirada do dedo da tecla do gatilho (ainda mais se o praticante não treinar a contento). Enquanto ele “processa mentalmente” o sinal “mooorto”, uma saraivada de tiros ainda é direcionada ao jogador que já sinalizou o acerto do oponente.

 

Em contra partida, optando apenas pelo modo “semi – double tap”, o jogador engessará sua ação, condicionando-a APENAS a dois dois disparos, acreditando fielmente que serão suficientes para que a ameaça (oponente / adversário) se acuse, o que nem sempre é uma verdade devido a diversos fatores (adrenalina, movimentação entre matas, loadout carregado de acessórios, dentre outros aspectos).

Optando pela RESPOSTA NÃO CONVENCIONAL, temos a certeza do acerto / neutralização do adversário, evitando discussões desnecessárias (dúvidas sobre acertos ou não) e gerando segurança à prática!

Em resumo: Acreditamos que o MODO de disparo (semi) em conjunto com a TÉCNICA (NSR) sejam a dobradinha ideal para aplicarmos nos jogos e eventos em que há busca pela simulação, sem deixar a diversão e segurança de lado.

Fontes consultadas:
Artigo: “A RESPOSTA NÃO CONVENCIONAL”, “Quicksilver, Tira Marcelo”.
Site: http://www.firearmstalk.com/Mozambique-Drill.html

TACTICAL TIP!

A Tactical Tip deste mês não poderia ser outra, senão o livro: MENTIRAM PARA MIM SOBRE O DESARMAMENTO, do Prof. Bene Barbosa e do Flavio Quintela. Um material de fundamental importância para o combate das falácias acerca do acesso à armas de fogo pelo cidadão de bem do nosso país.
Obra mais do que recomendada!

 

Caso não tenha em sua cidade, através do buscapé (link abaixo) você poderá optar e adquirir o seu em uma das lojas online.

http://www.buscape.com.br/proc_unico?id=3482&kw=mentiram+mim+sobre+desarmamento
Força & Honra!

Aranha

originalmente postado em: quarta-feira, 29 de abril de 2015, no antigo blog tacticalroom.blogspot.com.br

By | 2015-10-14T20:06:35+00:00 outubro 14th, 2015|3 Comments

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3 Comments

  1. ARthur 2 de setembro de 2018 at 23:26 - Reply

    Parabéns pelo artigo.
    Onde posso ter acesso ao artigo “A resposta não convencional”?

  2. Marcel Garcia 29 de abril de 2017 at 19:32 - Reply

    Parabéns pelo excelente artigo!

    Só informando que a foto que tem a legenda “Mike Rousseau” é na verdade do Cel. Jeff Cooper, pai da escola moderna de tiro de pistola!

    Abraços!

    • admin 1 de maio de 2017 at 05:07 - Reply

      Olá Marcel,

      Duplo agradecimento: primeiro pelo esclarecimento quanto à legenda da foto (iremos alterar), e outro referente ao elogio e força dada.

      Muito obrigado!

      😉

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