ANÁLISE DO HIKING BOOT BRAVO 10 (Airstep)

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ANÁLISE DO HIKING BOOT BRAVO 10 (Airstep) 2018-01-08T14:57:45+00:00

Project Description

Hop!

Moçada, a análise de hoje será focada no mais novo produto lançado pela empresa Airstep; o hiking boot BRAVO 10.

A Airstep (www.botamilitar.com.br) que já está no mercado há alguns anos produzindo material de qualidade -tanto para o profissional da segurança pública / privada, quanto para o praticante de AS e PB – juntou-se à Esperandio Tactical Concept para produzir o primeiro hiking boot associado a um profissional (referência!) da área policial brasileira, e o resultado você confere aqui nesta análise.

UM BREVE HISTÓRICO:

É sabido que a adequada proteção para os pés é um diferencial fundamental para quem trabalha na área militar / policial, e a própria história nos mostra quão ruim são os ferimentos associados aos membros inferiores, notadamente os pés.

Pés de trincheira foram muito comuns na WWII; mal que acometia os pés dos soldados devido a umidade +  frio intensos e a incapacidade das botas (da época) realizar o aquecimento necessário da região. Soma-se a isso a própria dificuldade circulatória (em decorrência do frio) e temos um problema gravíssimo.

Na época, elas eram produzidas em couro costurado, com soldado em borracha. Nada confortáveis.
Além disso, via de regra, acoplavam perneiras de lona sobre as botas, objetivando proporcionar proteção extra (para aos tornozelos e canelas) contra espinhos, pedras e galhos.

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Propaganda norte americana sobre como os soldados
deveriam cuidar do mal  “Pés de Trincheira”

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Bota da WWII com perneiras

O tempo passou, a tecnologia pós WWII evoluiu bastante, e tivemos no conflito do Vietnã botas mais leves, compostas por materiais que não mais remetiam apenas ao couro, mas a combinação deste com lona e borracha. Além disso, o conceito de “impermeabilidade” foi revisto: como a selva é um bioma extremamente úmido, ter “ralos” para expurgo da água (e também do suor) seria fundamental para que os pé ficassem menos úmidos possíveis.

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Botas de Selva utilizadas no Vietnam.
Na imagem não dá para ver, mas elas possuem pequenos “ralos”
nas laterais internas, para expurgar o excesso de água.

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Soldados no Vietnam e suas botas de selva.

Na guerra do Golfo (a primeira, do início da década de 90, primeira da história a ter transmissão ao vivo) continuamos a ver soldados com “jungle boot”, mas começamos a ver também boots produzidos na “cor do ambiente”, neste caso, com tons amarelados, objetivando mimetismo com o deserto iraquiano.

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Soldados norte americanos na Guerra do Golfo.
Note as botas de Selva (jungle boots) e as botas na cor “tan”, mimetizando
com o ambiente desértico /amarelado.

Já na chamada “Guerra ao Terror” (Iraque /Afeganistão – pós 11 de setembro) onde tivemos o conceito de “guerra assimétrica” (4 º geração) solidificado, ações pontuais foram realizadas em ambientes disruptivos (montanhas, cidades, desertos, neve, etc) muitas vezes por uma mesma equipe de poucos membros (alguém ai falou em “Special Forces?”) onde a utilização de boot´s de “caminhada” (hiking boots) foi iniciada e, com o passar do tempo, difundida.

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Boina Verde em ação. Note que o mesmo está calçando uma bota de caminhada.

Ao contrário das “forças convencionais”, os soldados que encabeçam as forças especiais podem optar por uma gama maior de equipamentos (alguns, inclusive, ainda em fase experimental) motivo pelo qual deixaram de lado o grande e pesado coturno, optando por botas voltadas para caminhadas; mais leves, menores, com solado específico para as áreas em que atuavam e, obviamente, muito mais confortáveis.

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MARSOC e suas botas “não convencionais”

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Membro da Força Delta e suas botas não convencionais.
Perceba que seus companheiros também utilizam

botas de modelos diferentes (vide imagem) dando o indicativo que cada um
pode escolher a marca e modelo que mais lhe agrada.

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Cena do filme “Lone Survivor” – podemos perceber a necessidade da utilização
de equipamentos que sejam versáteis e que atendam a mais de uma necessidade
no teatro de operações. Os hikking boots atendem essa demanda, proporcionando
segurança, aderência, resistência e conforto.

Agora temos no Brasil, a bota BRAVO 10, que abarca todos esses conceitos e entra na briga com os demais hiking boots de qualidade.

BRAVO 10 – ANÁLISE

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Ontem tive o prazer de receber a minha, e como uma “criança que acaba de receber o brinquedo novo“, calcei e fui pra rua resolver alguns problemas do cotidiano. Como teria que caminhar muito, aproveitei a deixa e cheguei a conclusão de que seria um bom teste, afinal, se voltasse com os pés inteiros para casa (sabe como é sapato novo) já seria uma grande vitória! rsrsrs

CONFORTO:

Este é um dos itens mais importantes desta análise, por isso farei algumas observações:

Calço 44 bico largo, uma verdadeira bosta! Meu pé tem o formato do pé de um Ogro da Tanzânia (se é que ele existe); grande, extremamente largo, com dedões que parecem de um elefante. É simplesmente UMA MERDA comprar tênis e/ou sapato para mim.

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Achou o dedão do Shrek grande? Não queira ver os meus…

Não foram poucas as vezes em que deixei de comprar algo que gostei simplesmente porque a forma (mesmo que do tamanho do meu pé) era pequena o suficiente para deixar meus dedões apertados e desconfortáveis. Mas, mesmo assim, de forma surpreendente, após utilizar as botas por umas 6 horas ininterruptas (com caminhadas consideráveis), a sensação de desconforto nos meus dedões foi mínima (ainda bem), algo difícil de ocorrer em tênis / bota / sapatos/  novos.

Geralmente utilizá-los pelas primeiras vezes se torna algo complicado, mas isso não ocorreu na BRAVO 10. O ideal (no MEU CASO) seriam mais 0,5 cm de “ponta” (sim, apenas meio centímetro!) para esse item da avaliação receber 5 estrelas. Na verdade eu calço mesmo é “44,5”, mas como no Brasil não existe esse tamanho (e 45 ficaria com os pés “sambando”, gerando atrito, bolhas no calcanhar e almofada dos pés) fico com o 44 e torço para a forma ser grande.

Quanto aos calcanhares, os meus não sofreram nada, mostrando que a palminha amortece e aguenta de forma competente o peso empregado impresso sobre elas. Show!

DESIGN:

Não há o que dizer, a BRAVO 10 é bonita pacas, dando “surra” em muitos hiking boots de marcas já consagradas (e infinitamente mais caras) por ai. Discreto, pode ser usado com bermuda ou calça jeans que não deixará seus pés com aquele aspecto de que está calçando um “ferro de passar roupas tamanho família”. É tão bonita, que além da função fim (caminhadas, jogos de AS e área de segurança), servirá perfeitamente para seu dia a dia; esteja você no trabalho ou momentos de lazer. É “tactical lifestyle” total: das 6 da manhã às 10 da noite! 😀

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Super Sexy Tactical Hiking Boot = BRAVO 10

MATERIAIS EMPREGADOS / ROBUSTEZ:

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•Cabedal: cordura 1000 de alta resistência padrão U.S.A. e couro 1.8 mm hidrofugado.
• Solado: bi componente E.V.A leve e absorção de impactos com borracha anti-derrapante, biqueira costurada e      inclinada facilitando deslocamento e evitando tropeços.
• Palmilha anatômica em poliuretano forrada para absorção de suor.
• Passadores em engate rápido e tático de polímero com livre acesso em todos detectores de metais.

Robusta e bem construída, acredito que essa é uma bota pra durar. Know-how a Airstep tem, constantemente expandindo suas linhas,  aprimorando seus produtos e materiais empregados nos mesmos.

A única sensação que tive (e pensei), foi: “porque diabos não optaram pela sola completamente costurada”?  Eu não entendo NADA sobre vulcanização, colas e afins, mas acho que o trio vulcanização + costura + colagem deixariam o solado “indescolável” (argh!). Se alguém puder explicar, agradeceria! 😀

Ah, outro item que o tempo vai dizer é a qualidade da entressola, pois apenas com a utilização constante ela se mostrará resistente ou não, entretanto, as primeiras impressões foram extremamente positivas!

CORES DISPONÍVEIS:

Aqui as opções são muitas, para todos os gostos e padrões! A minha é o modelo Coyote (amarronzada), mas se você quiser, black, tan, tan + multicam (dentre outras), é só escolher a sua:

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Uma infinidade de opções para ser “super sexy tactical lifestyle”, seja em campo, no trabalho, ou no seu dia a dia 

PREÇO:

Comemore!
Regozije-se!
Celebre o “Tio Patinhas” que há em você!

No dia que escrevemos este post a bota encontra-se por R$ 367,00 (em 12x) ou R$ 348,64 (à vista). Apenas a versão multicam (creio que pelo material utilizado) custando um pouco mais: R$ 403,30 (12x) ou 384,14 (à vista).

Se comparado a marcas nacionais (Bull Terrier, Snake, dentre outras) o preço está extremamente compatível, correndo o risco de estar mais barato se começarmos a comparar modelo /material e performance.

Se trouxermos para o campo “Nacional vs Gringas” ai o buraco é muito mais embaixo: pelo preço de 1 Salomon você compra 4 pares da BRAVO 10, simplesmente surreal.

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CONCLUSÃO:

A BRAVO 10 é uma grata surpresa no mercado nacional. Tecnologia, conforto, preço compatível, robustez e variedade de modelos conseguem atingir tanto o profissional de segurança, quanto jogadores de AS / PB, além dos entusiastas que fazem da sua paixão seu estilo de vida.

Parabéns para Airstep e ETC pela parceria de sucesso, a comunidade (toda ela!) certamente só tem a ganhar com iniciativas como essa! Muito sucesso, e que venham mais produtos com o selo BRAVO 10!

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